Foram semanas tentando escrever sobre esse assunto, juro, tentei por várias maneiras abordar o tema, que cada vez mais vinha de encontro a mim mesma.

Falar sobre dinheiro nunca foi uma tarefa fácil para mim, apesar de ter a fama que carrego pelo meu signo … capricorniana “materialista” que sou! Nunca pensei que o convite para falar disso seria antes a mim mesma, não que minha vida financeira esteja de vento em polpa, justamente pelo contrário! Empreender devia vir com uma faixa piscante de: “Se prepara pra não ter grana por um tempo até as coisas retornarem”

Me perguntava nas últimas semanas se seria eu a melhor pessoa a falar disso no mais puro esquema: Faça o que eu digo mas não faça o que eu faço, no caso … Faça o que eu escrevo.

Dinheiro sempre foi um “problema” em minha vida, não nasci em um berço abastado e tudo em casa sempre veio com muito trabalho dos meus pais, a grana sempre foi contada e lembro dos planejamentos financeiros de minha mãe que hoje considero verdadeiros milagres, pela quantia que entrava eles construíram até que muita coisa.

E nesse caminho me vasculhando, fui perguntar a mim mesma qual a relação criei com o dinheiro? Entrei em uma discussão com meu namorado tentando mostrar a ele o quão “bom” e “necessário” é o dinheiro, afinal vivemos na matéria, na Terra, estava certa de que minha opinião sobre o dinheiro é mais que formada e consciente, afinal foram cursos de PNL (*Programação Neuro Linguística), coachs, mentalizações e meditações com foco na abundância, uma atrás da outra, sem falar nos livros, ah … “Os segredos da mente milionária“. Eu estava é enganada sobre mim mesma, por mais que eu falasse a ele toda uma teoria linda desmistificando a moeda, dei de cara com minhas próprias crenças e preconceitos sobre o dinheiro.

Daqui pra frente começo olhando para meu histórico e a ser mais verdadeira, assumindo minhas crenças para transformá-las, dizendo o quanto considero dinheiro sujo, corruptivo, o mal da humanidade que faz as pessoas deixarem de viver para correr atrás dele, dinheiro, aquilo que se eu tiver irá me desvirtuar e aquilo que faz alguns países tão miseráveis e outros tão prósperos. Lembro de minha avó dizendo: “Pegou em dinheiro? Vá lavar a mão menina!” não apenas por ser um papel de grande circulação passado de mão em mão, mas … quanta carga não vem nessa frase? Indo mais fundo, me vem claro as opiniões religiosas deixando claro que só “os mais humildes entrarão no reino dos céus”, logo … “Deus me dibre de ter dinheiro! EU quero é sentar um dia perto de Deus!“Dinheiro não nasce em árvore!”, “Você pensa que sou dono de banco?”,  e assim seguimos com uma lista de jargões ouvidos desde pequena.

Com tantas opiniões deixando claro o quanto ele é ruim ou com medo de que acabe, como é que eu poderia achar o contrário?  E mais, como eu posso desejar algo que repudio?

Cresci e passada uma infância e uma adolescência onde não podia comprar tudo o que queria, assim que fiz 16 anos quis trabalhar para: Não ter que pedir dinheiro ao meu pai – Pausa, é o banco me ligando e cobrando algo que sei que devo mas não poderei pagar agora –  pois bem, trabalhei, trabalho há exatos 16 anos e continuo com boa parte desse capítulo, sem resposta mas seguimos investigando.

Lembra quando falei sobre o empreender? Pois bem … um dia consegui juntar duas “boladinhas” recisões de agências onde trabalhei antes de fundar a Longarina com Cris, nunca vi tanto dinheiro em minha conta de uma vez só! Estou falando de 30 mil reais ao todo. Entrou e o que fiz com ele? Usei para sobreviver enquanto a Longarina não me mantinha minimamente, em outras palavras, investi! Assim como Cris também fez com seus montantes.

Ter dinheiro vem sendo um desafio, ou melhor, fazer dinheiro vem sendo um desafio e escrever essa série de matérias com o REBEL vai ajudando bastante nesse exercício. Já fui para todos os lados, fiz administração de empresas, fui querer entender sobre investimentos, bolsa de valores, fiz rituais sobre prosperidade, lí “O Segredo”, as “Leis da atração” até cansar desse sentimento que transita entre acreditar profundamente na abundância e não ter grana para almoçar. Foi esse cansaço que destravou alguma chave aqui dentro onde passei a acreditar, não! … Passei a sentir!

 

Voltando na dinâmica do dinheiro, que para alguns é tãããão simples! Ganha – se  dinheiro (trabalhando ou não) >> Paga-se o que precisa >> Guarda outro tanto >> E se vive a vida! Não? Não é bem assim pra todo mundo?. Uma hora cansei da sofrência e passei a entender o dinheiro como uma energia, energia monetária e como toda energia ela não é boa ou ruim, ela apenas é e está disponível no Universo para todos que tenham entendido como acessá-la. Que romântico e simples isso né?

 

Ler essa frase me faz acreditar num “mundo de Disney” ao mesmo tempo que sinto um peso por ignorar questões como as sociais, as disparidades entre classes e a miséria no mundo, tenho até medo de expressar essa minha opinião. Eu tenho consciência sim sobre as questões que nos cercam como sociedade as diferenças sociais, privilégios e “desprivilégios” que existem, ainda mais se tratando desse nosso Brasil e não fecho os olhos para elas, mas contando sobre meu caso bem particular, entendi que só posso ajudar alguém (nessa questão material) se eu tiver conseguido entender esse rolê, ultrapassando – o e me vendo livre dele, eu cansei de acreditar na dificuldade financeira, é bem essa a palavra mesmo: C-a-n-s-a-ç-o.

Cansaço que me permitiu chegar num lugar bem interessante, pauta que divido na próxima matéria.

Esse texto poderia ser sobre como ganhei dinheiro, mas … ainda não ganhei logo, empreender é osso, trabalhamos com verdades aqui e esse conteúdo será um acompanhamento de como vamos (eu e Cris) nos estudando em relação à “energia monetária” e nos desenvolvendo para entender o caminho e poder dividir com vocês.

Enquanto isso, se nos permite a reflexão: O que você pensa DE VERDADE sobre o dinheiro?