Esses três anos ajudando tantas meninas a conhecerem o surf e evoluir na água, nos deu uma bagagem que merece ser dividida, pra que cada vez mais meninas evoluam, afinal “é pra isso que eu (Longarina) vim!”

Vamos começar por uma coisa que parece simples, mas fazer certo faz muita diferença. Estamos falando da remada.

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Para quem está chegando agora, a dificuldade começa ao tentar manter o equilíbrio deitada na prancha. Não! O mar não é piscina e aí você sentirá a primeira instabilidade do surf, ficar ‘sabonetando’ de um lado para o outro é normal, mas algumas dicas aqui podem salvar a queda!

 

1. ‘Grude’ o umbigo na prancha, hj e sempre!

Como se fosse fazer uma abdominal deitada (com o abdómen pra baixo) sabe? Isso te ajudará a encontrar mais firmeza e de quebra irá proteger a sua lombar e costas a longo prazo evitando aquela lordose de surfista!

2. Reme para frente, com braçadas longas e profundas

Ou seja, vá “buscar” a água lá na frente, rente à borda da prancha, com a mão em forma de uma concha sabe? E quando colocar seu braço de volta no mar, “empurre” a água e sinta que a sua remada te impulsionou. Coloque ritmo na remada, conte mentalmente se for preciso (1,2,3…1,2,3)

 

3. Erga o peito, e reme sempre olhando para o horizonte, nunca para baixo com os ombros caídos

 

4. Reme como se não houvesse amanhã… mesmo! 

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O surf exige força nos braços, são eles que te farão entrar na onda! Ou você rema como uma louca que será devorada por um tubarão, ou você fica perdendo onda por não conseguir entrar. Na hora da remada sai careta, sai grito, sai tudo… mas a sensação de: Ahhhhhhh! EU vou entrar nessa onda P#4*A! (e entrar) é sensacional.

Vale lembrar que uma questão muuuuuito importante é remar no ponto crítico da onda, ou seja, na formação da onda sempre tem uma parte mais alta, essa parte e conhecida como ponto crítico, do contrário mesmo que você reme forte corre o risco de não entrar.

 

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5. Fique íntima da prancha, “sinta-se” parte dela

Imagem: @Roxy

Você será menor que a prancha, até sentir que é parte dela. É como salto alto, se você não estiver segura ao caminhar a queda pode ser fatal, ou como andar à cavalo, é preciso ter uma conexão com ele pra que a cavalgada role! Com a prancha não é diferente… enquanto você não estiver segura consigo e sentir seu corpo sobre ela, a remada irá sair torta, o desequilíbrio vai dominar, mas se você se focar, tiver frequência, entrar na água na #humilde mas com o pensamento de que é capaz, sua experiência será bem mais prazerosa!

Confie em você e bóra pra água!