Surf”n tela | @DanielBota

Conversamos com Daniel Bota, desenhista-publicitário-artista, que vem retratando em tela atletas do surf e bodyboard, que estamos acostumados a ver na água ou em fotografias! O SurfArt é de alma e coração e Daniel transparece essa paixão que se tornou sua profissão, em cada um de seus desenhos! Confere aqui nossa entrevista com ele!

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Longarina – Como foi seu começo na arte?

Daniel – A paixão pela arte está em mim desde pequeno. Comecei cedo. Com 9 anos de idade fiz um desenho de um carro Mercedes-Benz que foi publicado numa revista alemã com circulação mundial. Tratava-se de um concurso para a revista da marca. Ganhei 50 marcos na época – uma conquista inesquecível para uma criança.

 

Adorava folhear a coleção Gênios da Pintura e os sketches de Michelangelo. As referências artísticas foram mudando e a paixão cresceu de tal forma que fui estudar pintura na Itália e aprender dos grandes mestres. Pintar é definitivamente meu maior prazer e como também pego onda, pintar o surf foi um casamento perfeito. Acredito que o feedback das pessoas sobre seu trabalho é um bom termômetro para identificar sua vocação.

 

Sou publicitário de formação (Mackenzie/SP) e sempre trabalhei com criação em agências de publicidade. Fiz muitos cursos de desenho e design gráfico e ainda atuo nesse mercado como diretor de arte freelancer. Acabei de montar meu próprio studio/atelier e hoje me dedico inteiramente à essa atividade.

 

 

Longarina – A idéia de desenvolver algo que juntasse o surf e a arte, se deu de que forma?

 

Daniel – O surf sempre inspirou minha arte e está constantemente emprestando temas para as minhas telas – sejam através de imagens que ficam gravadas na memória ou fotografias.

Pintar o surf para mim é tentar chegar o mais próximo da realidade do que acontece dentro do mar. Procuro desenvolver um estilo particular, expressando a alegria e a radicalidade do esporte.
Estar no mar é também estar atento aos momentos mágicos que a natureza oferece e registrá-los na mente. Hoje eu remo pro outside em profundo espírito de expectativa, observando o ambiente à minha volta – uma rasgada ou aéreo de outro surfista, a cor da água, o céu nublado, uma ilha ao fundo, a luz e a sombra projetadas, o brilho no cabelo da garota; todos esses elementos concorrem para a construção de uma arte que possa transmitir toda a vibe do surf.

A surf art nasceu naturalmente da própria prática do esporte.  O interessante é que antes eu só ilustrava surfistas imaginários e foi então que surgiu a ideia de desenhar pessoas conhecidas, mas não queria começar pelos famosos do WCT, embora seja um sonho. Comecei escolhendo e presenteando meus próprios amigos, sendo que muitos deles são profissionais. A repercussão das artes foi incrível nas redes sociais.

 

Entre os surfistas que ilustrei está a nova geração de aéreos com Ícaro Rodrigues, Wesley Moraes e Yhorran Gabardo; as belíssimas atletas Fernanda Daitchman, Camilla Callado, Thiara Mandelli e a bodyboarder Juliana Freitas; o estiloso surf dos atletas Felipe Martins e Antonio Eudes, o bodyboarder Marcus Prado, e seu amigo de infância, Rodrigo Koxa, e muitos outros surfistas.

 

 

 

 

Longarina – Você possui alguma relação com o surf? Pratica?

 

Daniel – A afinidade com o mar apareceu aos 13 anos, na Praia da Enseada (Guarujá), com o amigo big-rider Rodrigo Koxa. Na época, éramos adolescentes e eu tive o privilégio de presenciar os drops malucos daquele garoto, sequer imaginando que ele se tornaria esse monstro. Rs

 

Sou freesurf. Competi uma vez mas não me dei bem. Porém, já são mais de 20 anos de surf. Sempre viajando com meus amigos atrás de ondas perfeitas. Tive o privilégio de conhecer lugares fantásticos como: Peru, México, Califórnia, Hawaii, África do Sul e Indonésia.

 

Longarina – Existe algum/a atleta no surf, que você admire muito e seja uma realização como artista entregar sua pintura sobre ele/a?

 

Daniel – Óbvio que um deles seria Kelly Slater. Não apenas pintá-lo mas presenteá-lo com algo que o alegrasse. Sou fã dele há anos. Porém, outro sonho é pintar uma tela do e para o Medina. Projeto que está a caminho. É um brasileiro que têm muito bem representado o nosso País.

 

Ilustracao Daniel Bota - Surfista Felipe

 

Longarina – Quem seria uma referência para você no meio do SurfArt e que tipo de arte você faz?

Daniel – Acredito que meu estilo de arte se encaixe dentro do chamado “realismo espontâneo”. Gosto muito da pintura gestual com traço e pinceladas soltas. Uso uma paleta de cores bem diversificada e curto explorar o elemento humano. Adoro anatomia e nada melhor que o esporte para exemplificar isso. Minhas referências artísticas estão fora do contexto surf art. Hoje me identifico muito com o estilo de Florian Nicolle, os rostos de Danny O´Connor e Nielly Francoise, Voka e Russ Mills, mas também amo enascimento e os pintores italianos.

 

Hoje eu faço 2 (dois) tipos de arte: Pintura em tela (acrílico) e ilustração digital (computador). Cada uma tem sua particularidade e vantagens. Eu prefiro pintar telas por ser um objeto único e mais artístico; já a pintura digital é um formato moderno e versátil, podendo ser impresso em formatos e bases diferentes.

 

Longarina – Que conselhos dá pra quem tem o dom e quer desenvolver um trabalho artístico como o teu?

Daniel – Acreditar no sonho e percorrê-lo. Seja qual for o estilo de arte, aconselho outros artistas que procurem fazer o seu melhor e com amor, que uma hora o reconhecimento vem! É também essencial que se aprofunde a arte e sua técnica, estudando novos estilos e linguagens que acompanhem a nossa geração. O maior de todos os sonhos é contagiar as pessoas com a arte e despertar o melhor delas – a fé, a bondade e o amor.Acreditar no sonho e percorrê-lo. Seja qual for o estilo de arte, eu

Para conhecer mais e entrar em contato com Daniel, acesse:

www.danielbota.com.br . Confere aqui mais um pouco do trabalho inspirador de Daniel!

 

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