Silvana Lima, a baixinha gigante que representou o Brasil no feminino faz nosso coração bater mais forte e nos dar esperança cada vez que assistimos suas baterias nas competições. Nos achem utópicas ou não, mas ao vê-la no surf sempre ficamos com um gosto de “queremos mais” e que essas meninas que arrebentem muito,  tenham seu devido espaço na água, na mídia e no nível de estrutura que merecem!

Esse episódio fez surgir um questionamento que pode soar até como ingênuo mas… onde será que as coisas se perderam?, lembramos não só de Silvana Lima na água, mas também de Andréa Lopes, Brigitte MayerJacqueline Silva, Tininha e Suelen Nairasa surfando com categoria nos renomados campeonatos nacionais e internacionais. O cenário do surf feminino nacional competitivo deu uma esfriada, e não é de hoje, ao contrário do cenário internacional, onde as descendentes de Layne Beachley  continuam com o apoio e o “leash” ou corda toda!

Onde está o patrocínio dessa mulherada com garra, e o apoio para a manutenção da atleta?!
Além da Longarina  ser um canal colaborativo e aberto para opiniões e conteúdos, nossa missão é fortalecer esse lado crítico e aproveitarmos nosso alcance, ajudando a levantar essa bola.
Não é a toa e nem novidade que as atletas internacionais estejam a frente (tanto no surf quanto fora dele), pois possuem a estrutura necessária para se manterem como profissionais do esporte, enquanto vemos nossas brasucas deixando as limitações de lado, arregaçando as mangas e partindo para ações feitas por sí próprias contando com os fans e família para competir as etapas do calendário anual da WSL, haja gás e criatividade!
Mesmo sabendo da capacidade do nosso povo em conquistar suas vitórias e se virar pra fazer acontecer, tudo tem um limite,
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Foto: Luana Coutinho | WSL.com

 Pensando no cenário do surf feminino, além de Jacqueline Silva e Silvana Lima, e atualmente Luana Coutinho quem mais você vê competindo um circuito de peso? Onde vemos campeonatos femininos profissionais acontecendo no Brasil? Quem de nossas meninas aparecem no ranking da WSL? Enquanto vemos um mercado evoluir em seu volume  de consumidoras e novas interessadas na prática free-style, vemos o tratamento contrário com as nossas atletas.
jak

Jacqueline Silva com Filipe Toledo | Oi Rio Pro 2015

Há poucos meses Jacqueline Silva e uma comissão  formada por atletas femininas do surf, deram início ao movimento #SurfFemininoSim, para chamar a atenção de questões como a volta do circuito feminino no Brasil.
Não temos a resposta certeira agora , mas podemos dizer que a falta de apoio e visibilidade das garotas não acontece pela escassez de meninas capacitadas ao redor de nossos  8.514.876 km2  de litoral, e sim por uma falta de apoio de grandes marcas, e de nosso governo. No meio disso tudo deixamos uma pergunta: “Quando o surf feminino passará a ter uma atenção além dos editoriais de moda e lifestyle e voltará seu olhar às atletas renomadas com capacidade de levar nossa bandeira ao pódio?!
Aproveitando, fazemos um pedido: Marcas, empresas do mercado do surf ou não, por favor olhem mais para nossos atletas, por que mais do que um público em potencial crescente, temos atletas em potencial e evolução!
Nosso sonho?:  Assistir um dia uma equipe de ponta e tão qualificada e reconhecida quanto nosso admirado #brasilianstorm, porém… feminino”, sim… We Have a Dream!