Skate minha vida | Por @MariDuvekot

Mari com troféu 1

Meu nome é Marianne, meu amigos me conhecem como Mari Duvekot. Em setembro de 2013 escrevi um texto que considero emocionante e hoje quero compartilhá-lo com vocês:

 Hoje, com meus 26 anos, completando cerca de 10 anos em cima do skate, estou com uma vontade louca de me declarar.
“Essa foto “representa” como o skate longboard completa a minha felicidade hoje! Não só porque eu e minha equipe ganhamos um campeonato neste último final de semana, mas porque hoje sou transbordada de skate, vivendo essa filosofia, pensando e agradecendo por Deus ter me apresentado essa felicidade – sem medo de ser feliz, independente de julgamentos e preconceitos que possam ainda existir.

 

O mais maravilhoso de tudo mesmo é acordar todos os dias com um motivo a mais, uma paixão, uma vontade, vontade insaciável não só de levantar e andar de skate, mas de viver, de seguir em frente, experimentar o sentimento de liberdade, transformação, evolução, auto conhecimento e superação.

A indescritível sensação de acertar uma manobra nova e ouvir seus amigos gritando yeeeeaaaaahhh enquanto batem seus skates nos chão e te cumprimentam… E seu sorriso fica de orelha a orelha enquanto vc comemora – muitas vezes com um palavrão – e percebe que você pode se transformar para melhor, sempre. Será ele o esporte individual mais coletivo do mundo?!

Depois de um tempo vc pode ficar cansado da mesma ladainha, do mercado, que mesmo aquecido, infelizmente nem sempre favorece os skatistas enquanto algumas marcas crescem e enchem seus bolsos sem incentivar o esporte mesmo.

Dos posers que fazem muito bem o seu marketing pessoal e as vezes tem apoio de marcas enquanto os skatitas de verdade não.

Dos profissionais que não recebem um salário digno e merecido e tem que se virar do avesso pra participar dos eventos, pegando peças aqui e vendendo ali para comprar as passagens.

Mas na real tudo isso pouco importa. Quem é de verdade sabe quem é de mentira. O fato é: vamos andar de skate e se divertir, o resto é consequência! Essa é a essência, é o que realmente importa = a diversão deve ser maior que TUDO!

Saber que um dia fui referência para alguém no estilo de role, nas roupas ou no modo de ser é muito bom. Saber que um “oi, tudo bem?!” ou um toque tipo “vira o ombro, flexiona os joelhos” fez toda a diferença na vida de uma pessoa é incrível, pois assim como um dia alguém me ajudou (Glenda Martins minha eterna amiga e professora) eu pude ajudar outras pessoas também.

Enquanto eu tiver energia e puder andar de skate, vou incentivar pessoas a se apaixonarem por esse esporte que é o grande amor da minha vida.

Meu skate longboard, meu grande amor”.