Pensando aqui quantas vezes viajamos com o corpo mas a cabeça fica, ou vice-versa. É natural precisar de um tempinho para assimilar a novidade, o lugar, pessoas, hábitos novos mas sabe que depois desse espaço necessário de tempo ainda há quem não se jogue na trip!

Eu fui uma dessas pessoas que parte estava, mas parte não estava… era uma espécie de 50% | 50% , e no final sempre saia com a sensação de que podia ter aproveitado mais! Isso só não acontecia quando ia passar 30 dias ou mais em algum lugar. Foi daí que tive uma trip de 7 dias, não teria tempo suficiente pra entrar na vibe ou eu me jogava ou perderia a oportunidade que estava tendo de viver o que caiu bem ali na minha frente, ou como diria Henrique Iglesias… Dale, Sácalo pa’ fuera (y vive)!”

Não sei bem explicar quando essa “chave” virou mas foi tão natural quanto a percepção que tive sobre essa mudança.

Costa Rica, foi ali onde vivi desde a primeira pisada até a última (por enquanto). Onde cada acordar sonolento às 04 AM para o café da manhã com #huevos antes do surf, onde cada amarrar e desamarrar das pranchas, cada 20 minutos no carro levantando poeira a caminho da praia, cada respirada às 06 AM na areia se perguntando: “Será que eu me dou bem nesse mar?”, seguido de um “Vamos cair pra ver!”, cada vaca, cada dropre, cada corte, cada risada na água, cada sorriso da outra comemorando a onda própria ou alheia, cada tirada de onda… “Reeeemaaaaaaaaaaaa, remadora!” se tornou um mantra no outside e não é que a pressão ajudava?! foi vivido com tanta intensidade, na minha nova intensidade, que virou memória daquelas que a gente acessa quando precisa de força e ajuda a lembrar o quanto a vida é boa, como uma fotografia mental!

Foto- @MariannaPiccoli-@salty_eyes_project

Foto: @Salty_Eyes_Project

Costa Rica é feita de uma energia que vibra selvagem e intocada, duma alegria que independente da falta de estrutura que vemos pelas ruas de terra batida, alegria que sentimos sair dos poros de quem mora ali. Pura Vida é uma expressão que você adota ao pisar lá e aprende a agradecer, dizer olá, comemorar ou dizer até logo, uma espécie de aloha… Aloha spirit dos hermanos na América Central. Hermanos… Voltei me perguntando: Por que não os via assim antes? Como me senti em casa e voltei com uma admiração por essa América (Sul e Central) #diáriodemotocicletafeelings.

A cada praia: Playa Grande, AvellanasPlaya Negra, Playa Hermosa, Jacó, Marbella e Tamarindo alguém estava alí para acenar com um sorriso simples e sincero no rosto com um copo d”água gelado e grátis. Pois é, em Avellanas e Tamarindo a água é pura e ao perguntar o preço do copo a resposta foi: “Nada. És água!

Tamarindo. Sim, Tamarindo é uma excelente base pra se ficar. O carro é necessário e está em média há uns 15, 20 minutos das demais praias envolta. Entre todos os locais que fomos sem dúvida é o que mais sofre influência estrangeira, estabelecimentos, serviços, público que a frequenta com um clima “americanizado” durante o dia onde ouvimos inglês por todos os lados, agora, um outro lado muito legal de se viver em Tamarindo é JUSTAMENTE essa diversidade que vemos em hostels e mais hostels, que traz a sensação de estar viajando por mais de um país, estando em um só e na sua maioria, respirando surf.

Foto- @MariannaPiccoli-@salty_eyes_project

Foto: @Salty_Eyes_Project

Surf, salsa e reggaeton acompanhados da cerveja local, uma Imperial. A trip é de surf mas se tem uma coisa que vale demais ter é um, um não… dois #dayoffs e ir à uma das festas que acontece uma vez na semana por lá, a #LadiesNight, com muita salsa ao vivo de um lado e pop do outro além das festas que acontecem pelos hostels, vale perguntar qual a boa da semana, sempre tem uma surf party rolando sem perder o estilo latino de ser. Prepare as sandálias por que lá se dança! Ou melhor “se baila, guapa!” de um jeito que o batuque do bongô, da maraca e da campana não te deixam ficar parada e se precisar de um taxi para chegar em algum lugar, prepare 2.000,00 colones, o valor é fixo e equivale à USD 3.50

Ah sim! Como não falar da comida? Não deu pra sentir muitaaa falta dela, o calor ajuda a dispersar, mas quando a fome batia o jeito era apostar nas saladas que vinham num tamanho considerável com “pollo” (frango), peixe crú ou não, frutos do mar, frutas e claro… o avocado pra nós, abacate! Viver de salada, água de coco e smoothie trincando de gelado, assim passaria a vida na Costa Rica, mas claro que não faltou um dos pratos locais que leva “los mismos” ingredientes de base que temos aqui, arroz, feijão preto, ovo e banana, para o  gallo pinto.

Mas voltando a falar de surf (rs), a formação e perfeição das ondas com água fresca durante sete dias, te dão um gás sem tamanho no surf! Não teve quem não tenha evoluído e voltado pra casa mais apaixonada pela #tabla e pelas #holas, confiante de sí e empoderada, encarar aquele mar com o apoio de outras mulheres (e que mulheres!) à sua volta, transforma.

Viajar disposta à viajar, com fome de devorar o presente que está à sua frente, seja na água (no surf), na terra ou no ar… faz mudar por dentro na medida em que você se deixa transformar.

À 4.000 KM ou aqui ao lado… VIAJE! E sabe que jajá vem mais uma né? =)