Silvana Lima a cearense de Paracuru, cidade localizada a 81km de Fortaleza sempre deu muito orgulho para o surf feminino brasileiro, mas nos últimos tempos, ela se superou. No último dia 30 de agosto, a surfista venceu o WQS em Pantín, na Espanha, uma etapa de 6 estrelas, disparou na liderança do ranking e carimbou sua volta ao WCT, a elite do surf mundial, após 1 ano trabalhando duro na divisão de acesso.

Mas nem tudo são flores na vida de Silvana. No início da temporada, sem patrocínio, a surfista criou um site para conseguir apoios como hospedagens e passagens, e competir o circuito. A ideia deu certo inicialmente, mas a bicampeã brasileira teve de se desfazer de bens para seguir competindo. Silvana teve de vender o apartamento e o carro para terminar o ano de competições. Você também pode apoiar a atleta colaborando no site –www.silvanafree.com.

Duas vezes vice-campeã mundial, Silvana chamou a atenção pelo surf moderno e ousado, arriscando e finalizando aéreos, manobras até então nunca vistas no surf feminino.

Começou a surfar com sete anos de idade, na época em que morava com os pais e os quatro irmãos numa barraca, na beira da praia. A vida da família era difícil, e a atleta chegou a vender cocos e vigiar carros para ajudar na renda da família. Sua mãe, Maria da Penha, fazia quitutes para vender na praia, enquanto seu pai era pescador.

SilvanaLimaPantinAos 17 anos, o primeiro patrocínio foi dado pela empresa Ability Sports, empresa que, até aquele momento, gerenciava a carreira de jogadores de futebol e de basquete. Silvana chamou a atenção do gerente de esportes Márcio Giugni, que lhe abriu as portas para o surf.

Tudo começou a mudar. No início de 2002, Silvana foi embora para o Rio de Janeiro, para tentar competir profissionalmente. Lá foi acolhida pelo seu shaper, Udo Bastos, que cedia quartos para atletas recém-chegados do nordeste, na praia da Macumba.

Mesmo com todas as adversidades pelo caminho, Silvana não desistiu do sonho e não parou de lutar. Hoje ela é um exemplo de superação e força, uma inspiração para nós meninas que, assim como ela, somos amantes incondicionais desse esporte tão mágico.

 

 

E que venha 2015, com ainda mais vitórias dessa guerreira, e que a gente possa ver essa pequena gigante quebrando nas ondas e trazendo o surf nacional feminino à tona!

Que Silvana precisa e merece um patrocínio e estrutura à sua altura nessa fase, não temos dúvida, da mesma forma que nós fans e amantes do esporte precisamos de nossa referência no surf feminino nacional de volta!