Faz alguns anos que eu estava na vontade para fazer uma surftrip… e foi bem quando ia fazer uma das boas que soube que estava grávida, então tive que adiar.

O pequeno agora está com 2 anos e não tenho muito tempo para surfar e nem para me exercitar como gostaria. Hoje mesmo morado na praia surfo no máximo duas vezes por semana, pois as funções de empresária, dona de casa, esposa e mãe não liberam muito tempo.

No último mês a Longarina foi convidada para participar da #BarcaDaSuellenNaraisa, uma surf trip só para mulheres com o acompanhamento da Suellen, bi-campeã brasileira de surf,  a embarcar para a Costa Rica. A princípio só a minha sócia e amiga Vanessa iria, pois eu não teria coragem de deixar o meu baixinho durante os 7 dias de trip, com certeza minha cabeça ficaria no Brasil e não conseguiria curtir a viagem.

Foi então que as meninas me falaram, pô Cris leva ele! Serão 10 mulheres, ele ficará de Rei!

Entrei em contato com a agência Welcome Surf Trips responsável por organizar o aéreo e o terrestre da viagem que me passaram uma super segurança para embarcar com o pequeno.

Resolvi ir, os familiares me acharam corajosa, se não louca, pois quem conhece meu filho sabe… conhecido por tocar o terror, não parar um minuto se quer, colocar a casa a baixo, quando vai à praia conhece todo mundo, pois ele passa de guarda-sol em guarda-sol para bisbilhotar as cangas e brinquedos alheios e sua paixão por água o deixa enlouquecido no mar.

E posso te contar um segredo? Foi muito melhor com o baixinho do meu lado!

Então ai vão 9 informações básicas do que vc deve saber para fazer uma surftrip com o seu filhote:

1 – Documentos e vacina

Tanto você como o baby precisam de passaporte e de vacina da febre amarela (10 dias antes da trip) para irem a Costa Rica. Como decidi 2 semana antes, tive que fazer a maior correria.

Meu passaporte estava vencido e o meu filho não tinha… então entrei em contato com uma empresa especializada em vistos e passaportes que conseguiu agendar em 2 dias úteis a minha entrevista na Policia Federal, e lá, o Rafael da agência Welcome Surf Trips me avisou que eu poderia pagar uma uma taxa de urgência mediante a apresentação do bilhete eletrônico da passagem… prontinho em mais 2 dias úteis estava com os dois passaportes.

Opa e não esquece de levar a permissão de viagem do pai para que no passaporte fique registrado que a criança pode viajar só com a mãe.

2 – Avião

Escolha um avião que seja de noite, para que a criança possa dormir mais fácil. Com o meu filho funcionou bem, dormiu a viagem inteira na ida que foi durante a noite. Já na volta que pegamos o avião ainda de dia, foi mais complicado, ele ficou impaciente.

3 – Plano de seguro viagem

Por azar saímos de São Paulo já doentes, os dois gripados, nos dois primeiros dias de viagem pioramos bastante, talvez por causa do ar condicionado do avião e do carro. Afinal de contas na Costa Rica não tem como ficar sem ar condicionado no carro, o calor é intenso.

Como uma mamãe responsável adquiri o seguro viagem com a Welcome Surf Trips, um dia antes da viagem.

Na segunda noite eu mal conseguia dormir de preocupação por causa da nossa saúde, então ainda de madrugada entrei em contato com a seguradora através de um aplicativo no celular e fui muito bem atendida.

No dia seguinte de manhã fomos atendidos por uma clínica bem próxima a casa que estávamos, sem nenhum custo extra. Tudo se resolveu, e a medicação fomos reembolsados na volta da viagem.

4- Um carro a disposição para a mamãe e o filho

Um carro é fundamental para ir atrás das melhores ondas na Costa Rica, ficamos em uma região com muitas ondas boas, mas elas ficam cerca de 30min a 2h de distância uma das outras.

Pensando em uma surf trip em grupo, as pessoas estão com a expectativa de fazerem pelo menos duas quedas todos os dias e a criança e a mãe talvez não tenham a mesma disposição, ou porque a praia não tem infra e é complicado ficar o dia inteiro na areia com a criança, ou pelo cansaço no deslocamento, pois as vezes será necessário sair de manhã cedo, depois voltar para o almoço e depois sair para o final de tarde… e quem é mãe sabe, com um bebê é bem diferente do que ir sozinha fazer o surf, vc tem que levar bem mais coisa do que um biquíni e uma prancha.

Então aconselho ter um carro a disposição, de forma que nas horas que vc e o bebê não puderem acompanhar o grupo, o grupo possa ir com os outros carros (nem que seja mais apertadinho) … e você encontra a turma depois para o fim de tarde.

5- Cadeirinha de bebê no carro

Fale para a sua agência de viagem verificar com antecedência quais as cadeirinhas que a locadora de carro possui e já reserve a sua antes, para não chegar na hora e ficar com uma caindo aos pedaços e importante, os funcionários não se responsabilizam pela instalação da cadeirinha.

6 – Não pode faltar!

Bom fora todas as milhares de coisas que nós mães sabemos que temos que levar… duas coisas que me ajudaram bastante a ficar mais tranquila:

– Colete salva-vidas que levei do Brasil. Me ajudou a ficar mais segura em deixa-lo na areia com as meninas enquanto eu surfava, já que ele fica enlouquecido na água e eu mesma se não coloco o colete nele tenho impressão que não vou conseguir segura-lo.

– Short john infantil (roupinha de neoprene). Por mais que a Costa Rica seja muito muito quente, no amanhecer e no fim de tarde, justamente os horários das quedas, bate um ventinho, e como a criança geralmente não quer sair da água, o short john ajuda a proteger. Além de proteger da areia, evitando as assaduras.

7 – Malas

Leve uma mala para a criança em especial para ficar no carro, com as trocas de roupas, fraldas e tudo que for usar na praia calculados aproximadamente para todos os dias da viagem, assim você não terá que pensar em fazer a mala todos os dias.

Lá na Costa Rica acordávamos 4h da manhã para caçar as ondas, então é ótimo já estar com o kit todo no carro.

8 – Alimentação

Na região de Tamarindo é bem tranquilo, muitos restaurantes, comidas de todos os tipos e mercados.

9 – Infra-estrutura na praia

Eu não senti falta de sombra e água fresca, como todos já sabem, Costa Rica é mesmo Pura Vida, todas as praias que fomos tinham algum restaurante para ficar com o pequeno quando o sol apertava, uma sobra de árvore ou mesmo um hotel.

As vezes quando não tinha um restaurante, entrava em algum hotel da beira da praia e perguntava se eu poderia ficar com o pequeno na piscina, na cara de pau mesmo, e comprovei que todos na Costa Rica são hospitaleiros, pois éramos bem recebidos e não tínhamos que pagar nada ; ) e ainda curtíamos a piscina.

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10 – O surf e a criança

Antes da viagem, controlei ao máximo a minha expectativa em relação ao surf, pois sabia que não poderia surfar o quanto eu gostaria por causa do meu filho.

E me surpreendi, não consegui fazer as duas sonhadas quedas diárias, mas surfei todos os dias… e devo muito às minhas parceiras de viagem.

Muitas vezes alguma menina ficava de fora da água, por variados motivos, então elas abraçavam com o amor maior do mundo a brincadeira com o meu filho.

O baixinho se divertiu muuuuuito!!

Mas sabe como é o coração de mãe né? Estava lá no outside com os olhos atentos na areia, mas mesmo assim curti bastante, peguei boas ondas e a esperança de evoluir no surf voltou… algo que tinha esfriado bastante depois que virei mãe.

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