Muitas vezes entrei no mar, lá mais no começo de minhas tentativas na água, com sentimentos naturais de todo início.

O medo daquela massa de água em forma de espuma, vindo em minha direção, a dúvida do que fazer com minha prancha sem saber pra onde correr, abaixar, ou levar na cabeça, o susto de ficar onde não há “pé” no mar, e de se jogar naquele buraco que se abre de frente dos olhos na hora do “drop” … me fizeram bem! muito bem!

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Aprendi a lidar com a instabilidade que o surf tem, com a calma que precisa ter na hora do caldo e manter a respiração tranquila (aquelaaaa do yoga, sabe?) quando a única coisa que bate é a “ofegância” e o pensamento : “Ih! e agora? não sinto a areia, tô sem pé!!” (típico relato de uma capricorniana (signo da terra) que precisa de chão firme, #elaspira),

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Me ensinou a confiar no que eu tinha a minha frente: Em caso de pane… agarre a prancha, respire e pense nas aulas de física do colégio, uma hora uma onda vem e te leva de volta pra beira,

Me fez ser mais respeitosa com as forças do mar, e mais confiante a medida que aprendia a sair das situações. O medo ainda vem, mas agora ele tem mais consciência e “alguma” coisa me diz o que fazer com calma, sem o pânico de antes,

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Ter ligado o f@d4-s3 para o que as pessoas da areia iriam pensar, também ajudou, não só na praia (na vida também) assim como aprender a se concentrar mais dentro de mim do que fora, como naqueles exatos três segundos para acertar o pé na prancha!

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Confiança que só consegui me percebendo na água, respeitando meus limites ao mesmo tempo que me desafiava encarando os degrauzinhos (do contrário você não sobe).

Degraus que ainda são muitos, ô se são, mas vamos lá, respirando sempre .. vai que dá! Bóra?

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