Com qual prancha eu vou?! | Por @NaiaraHirota

naaaaa

Como disse na matéria passada, fizemos minha própria prancha e ela foi perfeita para cair no mar e pegar minhas primeiras ondinhas.

 

Meu namorado sempre me dizia que a prancha faria a maior diferença. Eu achava que ele queria me convencer a não desistir, mas hoje com ela pronta me ajudando muito, eu assino embaixo: A prancha tem que te ajudar no começo!

 

A funboard é recomendada para iniciantes. Nas lojas que pesquisei, as novas eram caras para meu orçamento e conforme orientação do namo, eu não ficaria muito tempo usando uma funboard. Ou seja, não valia o investimento! Depende de cada um medir se vale ou não, pois realmente, ela é sensacional para aprender e quando evoluir para uma prancha mais leve, é possível vender! Comprar usada também é uma ótima opção, demanda estar SEMPRE ligada nas lojas que recebem equipamentos usados, pois as funboards são muito rotativas.

 

O importante na hora de investir na primeira prancha é ter apoio de quem entende, para que a prancha seja um impulso ainda maior para admirar esse esporte e querer aperfeiçoar cada vez mais. Nós não encontramos o que queríamos e o Lucas sempre teve vontade de fazer uma prancha.

 

Temos habilidade com o fazer manual e curtimos muito botar a mão na massa, na pegada “do it yourself”. Acreditamos que tudo é possível ser feito, o Lucas muuuuito mais confiante do que eu, mas juntos pesquisamos e foi dando tudo errado (sério!), mas no fim  deu tudo certo!

 

Como ele já manjava do assunto, com facilidade conseguiu modelar a prancha no Shape3D. Esse software é excelente para modelar a prancha e como o nome diz, a prancha é apresentada em 3D possibilitando visualizar o resultado final, e ao lado, tem uma tabelinha que vai atualizando com todas as dimensões da prancha:  Dimensão da longarina, altura real, larguras, volume litro que define o valor correto de flutuação de acordo com teu peso e altura. Esses dados que definem o desempenho desejado para o surf.

 

 

 

 

Modelamos uma mini-funboard 5’11” (tenho 1,55m e peso 45kg). Na maior largura (no meio da prancha) fizemos com 22 polegadas. A parte ruim dessa dimensão é que pra carregar embaixo do braço está no limite. Não beira a impossibilidade, mas não é o maior conforto. Porém, a parte boa (e que compensa muito!) é que você ganha área para ficar em pé e muita estabilidade. A espessura são 2,5 polegadas que garantem uma boa flutuação da prancha.

 

 

Feito o modelo, esse arquivo vai ser usinado num bloco de poliuretano. É a hora que o projeto sai do papel, do computador e da cabeça e ganha forma, volume, peso e responsa!!! Bloco usinado significa uma prancha já no formato que modelamos num bloco levinho, branquinho e meeeega frágil! É surreal pensar que o coração da prancha é tão sensível… e nessa etapa, todo cuidado é pouco!

 

 

shap

 

Imagem ilustrativa: Arquivo Longarina

 

 

Com a facilidade do mundo muderrrno de Google, conseguimos ir pescando informações do mundo inteiro. Mas a arte dos shapers tem segredos fechados a sete chaves. Muitas vezes (quase todas) inventamos instrumentos, processos e ingredientes (por isso deu tudo errado, mas certo)! A etapa seguinte, por exemplo, tínhamos que lixar esse bloco com todo o cuidado e deixar ele com textura lisa. Improvisamos com uma caixinha de papelão do tamanho da mão, que enrolamos papel toalha pra ficar fofinho e não deixá-la com marca de dedo nem com marca do apoio da lixa ao lixar. Eficiente! rs

 

Até aí, tá mole! Passo seguinte resina, fibra de vidro e a epopeia de fazer uma estampa bonita! Melhor deixar pra próxima matéria! Aguardem!