Trestles passou. A Silvana Lima trouxe a taça pra casa e subiu duas posições no ranking do CT, agora ocupa a 13ª posição. A Tyler Wright perdeu a liderança e foi pra terceiro, ficando atrás da Sally Fitzgibbons (atual Jeep Leader) e da Courtney Conlogue. E a próxima etapa tá chegando! O Cascais Women’s Pro, em Portugal, começa dia 27 de setembro e a janela vai até dia 5 de outubro.

Ainda temos coisas pra colocar em dia antes de entender mesmo como funciona o WSL.  Depois de ficar por dentro da história e do WQS, tá na hora das notas que fazem nossas meninas avançarem de bateria ou não.

Antes de qualquer coisa é importante saber que o número de juízes segundo o livro de regras da WSL (http://www.wslsouthamerica.com/wp-content/uploads/2017/03/WSL-LIVRO-DE-REGRAS-2017_28.3.pdf) é 8 – são 7 juízes internacionais e 1 chefe de juízes também internacional. Durante as baterias apenas 5 deles dão as notas, onde a maior e a menor são descartadas e as 3 intermediárias são somadas e divididas por 3. A surfista com a maior somatória ganha a bateria. Mas o que é a somatória? A soma das duas maiores ondas surfadas durante os 30 (ou 35) minutos de heat.

No caso do primeiro round de uma etapa, a vencedora avança direto para o round 3 enquanto as outras duas enfrentam a repescagem no round 2. Isso também acontece caso a atleta não vença a bateria do round 3, existe a repescagem no round 4 e ai quem perder a bateria do quarto round está fora da etapa. As vencedoras dos quatro heats são classificadas para as quartas de final e ai por diante passando pela semi e pela final.

Uma etapa é composta por 7 rounds:

  • O 1: não eliminatório
  • O 2: repescagem (quem perde está fora do campeonato)
  • O 3: não eliminatório
  • O 4: repescagem (quem perde está fora do campeonato)
  • Quartas de final
  • Semifinal
  • Final

Os critérios dos juízes são bastante simples:

  • Comprometimento e grau de dificuldade: eles julgam o quanto a surfista está comprometida em encontrar as melhores ondas e o grau de dificuldade das manobras para obter melhores notas.
  • Inovação e progresso: a capacidade da atleta em inovar nos diferentes picos pelo mundo. Uma onda surfada no Rio requer uma abordagem diferente de uma surfada em Fiji, então o critério analisa a habilidade da mulherada em inovar em cima da prancha.
  • Combinação de manobras: o conjunto de manobras escolhido pela surfista é analisado num kit junto com a agressividade da atleta.
  • Variedade de manobras: além de pintar a obra é preciso escolher cores diferentes pra pincelar uma onda. É aqui que sair da zona de conforto importa.
  • Velocidade, força e fluidez: toda manobra é analisada conforme o estilo da surfista, mas algumas coisas são essenciais em qualquer receita. No caso de garantir uma boa nota em qualquer lugar do mundo o quinto e último critério da WSL é o básico. Conciso e simples. Ganhar velocidade na prancha, seguir firme e deslizar sob a água.

E a pontuação da onda ocorre da seguinte maneira:

0.00 – 1.99: ruim

2.00 – 3.99: razoável

4.00 – 5.99: média

6.00 – 7.99: boa

8.00 – 10.00: excelente

Por dentro dos critérios e das pontuações? Agora é esperar a etapa de Cascais e brincar de acertar as notas. Faltam três etapas pra terminar o ano e coroarmos a campeã mundial. Pra quem vai sua aposta? AH! Não esquece que vai rolar cobertura do CT (27 de setembro a 5 de outubro) no stories da Longarina. Segue lá: @longarinaoficial!