Californication! | Por @Naiara Hirota

materianaiara3Adoro compartilhar o que me encanta… e é com muita alegria que vou compartilhar no Longarina meu olhar, minhas paixões e experiências como aprendiz de surf e longboard. Espero inspirá-los,

 

A paixão pelo surf e o long não são de infância! Muito pelo contrário. Minha infância toda no interiôR foi regada a muito ballet e aventuras de bicicletinha no sítio. A praia? A-m-a-v-a, mas era a viagem eventual e distante em feriados e férias! Prancha e skate eram os brinquedos radicais do meu irmão que era arriscado só de olhar.

 

Da rotina de escola, ballet e vestibular, escolhi Sampa city, pra me formar arquiteta e urbanista!

 

E arquitetura e urbanismo me apresentaram SP e a paixão pelas cidades, seus cheios e vazios, suas obras e seus espaços das cidades que me despertam o maior encanto: a cultura das praças, das praias, das ruas e dos parques, hoje ao dizer sobre esses locais, piro nas possibilidades que cada lugar tem. Se a praia é boa para o surf… se a cidade tem trilhas e aventuras… se as pessoas são aventureiras…  ou se o parque tem incríveis possibilidades pra aprender a descer ladeiras… ou se essa rua fosse da minha casa… ou se aquela praça acalma a alma…

 

Mas esse raciocínio entre o lugar e a prática de viver só ficou clara após viver uma experiência pela Califórnia.

Roadtrip na Califórnia? Convite interessantíssimo do meu irmão! Confesso que pensei um pouco antes de topar, pois estava guardando minha grana para um mochilão “all by my self” na Europa. Mas criando o roteiro da viagem, não demorou muito pra eu entender que seria uma viagem surpreendente.

 

 

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A Califórnia tem um astral… Apaixonante! E um por do sol fantástico! Cidades incríveis, muita aventura e espaços superinteressantes , além das praias.

 

As cidades respiram skate e surf e o lifestyle é admirável: um cultivo animal por qualidade de vida. Os espaços nas cidades refletem isso nas pessoas e as pessoas refletem isso nos espaços das cidades. Nessa sinergia total foi onde me encontrei, e encontrei meu namorado, o Lucas, numa combinação perfeita e nesse estado de espírito californiano, retornei a babilônia pronta pra iniciar meus novos esportes!

 

No surf, comecei com pranchinha do namorado (uma 6’0’’). Penei demais, escalava a prancha! Se levantasse, caia em milésimos de segundo, derrapando feito sabão… Comecei então a usar uma prancha velha, gigante e super pesada… em um dos caldos trinquei meu nariz com ela! Fisicamente: nada demais, mas emocionalmente; desmotivada.

 

Decidimos então, procurar por uma prancha legal para comprar, que me ajudasse no processo de aprendizado.

 

 

 

O conhecimento do namorado ajudou muito nesse momento! Ele sabia as especificações ideais que a prancha deveria ter para facilitar o aprendizadofunboard, boa flutuabilidade, estável, não bicudanão muito grande (tenho um metro e meio!), largura rozoável no deckborda mais gordinha e de preferência usada e barata, resultado: a melhor possibilidade que encontramos para essa equação foi botar as mãos na massa e fabricarmos a minha própria prancha.

 

Fazer a própria prancha foi um looooooongo processo! Nas próximas matérias vou conta-lo! Mas a moral da história já atencipo: o custo não foi lá tão interessante! A diversão foi garantida! Mas o melhor de tudo foi ter uma prancha PERFEITA para aprender. Fez toda a diferença!