Longarina entrevista a surfista Luara Diamante na cobertura do Circuito Surf Trip Sp Contest!

Com muito calor e altas ondas, Itamambuca foi o palco da 2ª Etapa do Circuito Surf Trip Sp Contest organizado pela Associação de Surf da Grande São Paulo e patrocinado pela rede de lojas Surf Trip, que aconteceu nos dia 23 e 24 de agosto em Ubatuba. O campeonato voltado aos surfistas da Grande São Paulo realizou as disputas nas categorias: open, master, grand master, longboard, junior, feminino e sup wave.

A categoria feminina deu show de qualidade nas ondas de Itamambuca. As meninas pegaram altas ondas, com a surfista Luna Rebello sendo o destaque da etapa e acirrando a disputa pelo título e Luara Diamante, vencedora da primeira etapa, que garantiu o 2º lugar em Ubatuba. Renata Bosquetti ficou em terceiro lugar e Paula Capobiano ficou com a quarta colocação, completando a final feminina. O ranking geral da categoria ficou com as competidoras Luna e Luara empatadas em primeiro lugar, as duas com 1.900 pontos.

Para mostrar para vocês mais um pouquinho das surfistas do campeonato, a Longarina entrevistou a surfista Luara Diamante que contou para nós sobre o seu estilo de vida e a sua história no Surf Feminino.

Longarina – Me conte um pouco da sua história no surf ?

Luara – Eu tenho 28 anos, comecei a surfar com 15 anos aqui em São Paulo, no litoral norte, em  Ubatuba. É uma história que comecei desde pequena com o meu pai e com o meu irmão que surfam, também morei em Ubatuba e mesmo não conseguindo me dedicar 100% ao esporte, o surf é uma coisa que amo e está muito presente na minha vida.

Longarina –  E me fala sobre a sua vida como competidora, você acha importante competir para evoluir no surf?

Luara – A minha vida como competidora é recente, mas acho que tem um impacto muito positivo no meu surf, pois me faz dedicar e pensar como atleta, assim, eu tenho mais disciplina no aprendizado. Também adoro viajar e conhecer outros mares, participar de competições me proporciona conhecer vários lugares, tendo novas experiências e aprendendo com cada mar. A competição sempre esteve ao lado da minha evolução como atleta. Mesmo eu sendo formado como Engenheira Ambiental e trabalhando também com isso, eu sempre dei um jeitinho de estar sempre perto do mar.

Longarina – Você teve dificuldade para crescer no surf? Pois, nós sabemos que temos poucos patrocinadores na modalidade feminina do esporte e poucos campeonatos que possuem o circuito feminino.

Luara – Eu tenho várias amigas que são atletas e profissionais e possuem muita dificuldade de conseguir patrocínio.  Eu acredito que o patrocínio ao surf feminino incentiva as meninas a surfarem, a se profissionalizarem e levarem a bandeira do Brasil para o esporte. Uma marca que patrocina proporciona tudo isto, porém infelizmente estas ações ainda são raras quando tratamos do Surf Feminino. Eu acompanho no WCT, o campeonato profissional de surf, como ainda há comentários machistas referentes às atletas e como isso impacta numa seleção baseada na imagem e beleza para o patrocínio. Para a marca elas se tornam modelos e atletas, mas esta limitação impede de mostrar que o surf é para todas as belezas e todas as pessoas. Também não há campeonatos para as mulheres. Eu estive agora no Saquarema para mulheres que ocorreu depois de 4 anos e sem previsão de outro. Então eu penso como as atletas irão se manter no esporte. Neste momento ocorre àquela dúvida se a surfista se dedica só ao esporte ou se trabalha num escritório em outra área. Isto distancia o Brasil a ter mais representantes do Surf Feminino no mundo.

Longarina – O Surf Trip Sp Constest tem uma categoria feminina e nós sabemos que são poucos os campeonatos para amadores que possuem esta abertura. O que você diria para incentivar as meninas a competirem e aproveitarem a oportunidade?

Luara –  Deixa a preguiça de lado, deixa o medo de lado, deixa tudo de lado. (risos) Tem que competir, pois o campeonato é bom para evoluir e aprender, eu surfo a quase 14 anos e todo dia eu aprendo algo novo e o campeonato me proporciona muito isso. O Sp Contest é um campeonato que é para as meninas que moram em São Paulo, que surfam de final de semana, mas que querem evoluir e aprender cada vez mais.

Longarina – Obrigada pela entrevista Lu e boas ondas!

 

Precisamos buscar mais patrocínio para as nossas surfistas quem sonham em viver do esporte e representar o Brasil no mar.

Então, fiquem ligadas meninas, que vem mais etapas do circuito e a equipe da Longarina estará lá cobrindo todo o campeonato para vocês. Lembrando que a terceira etapa do Surf Trip SP Contest será nos dias 13 e 14 de setembro, em Maresias.

O encerramento do circuito acontece na praia do Tombo, no Guarujá, que recebe os surfistas paulistanos em 22 e 23 de novembro.